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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino


A insustentável herança maldita

Posted: 16 Jul 2013 04:14 AM PDT

Rodrigo Constantino

Gosto quando Arnaldo Jabor faz um mergulho em seu passado de comunista, pois ele vai no cerne da questão, expor os motivadores emocionais que o levaram a esta utopia assassina. Como, infelizmente, ainda convivemos com comunistas em pleno século 21, muitos no poder, esses relatos se fazem importantes para sanar o país dessa praga de uma vez por todas.

No artigo de hoje, Jabor mete o dedo na ferida: 

O que aconteceu com esse governo foi mais um equívoco na história das trapalhadas que a esquerda leninista comete sempre, agora dentro do PT. O fracasso é o grande orgulho dos revolucionários masoquistas. Pelo fracasso constrói-se uma espécie de 'martírio enobrecedor', já que socialismo hoje é impossível. Erraram com tanta obviedade (no mensalão por exemplo ou no escândalo dos 'aloprados'), com tanto desprezo pelas evidências de perigo, tanta subestimação do inimigo, que a única explicação é o desejo de serem flagrados. Sem contar o sentimento de superioridade que se arrogaram sobre nós, os 'alienados burgueses neoliberais'.

Conheço a turminha que está no poder hoje, desde os idos de 1963, e adivinhava o que estava por vir. Conheci muitos, de perto.

Nos meus 20 anos, era impossível não ser 'de esquerda'. Nós queríamos ser como os homens heroicos que conquistaram Cuba, os longos cabelos de Camilo Cienfuegos, o charuto do Guevara, a 'pachanga' dançada na chuva linda do dia em que entraram em Havana, exaustos, barbados, com fuzis na mão e embriagados de vitória.

A genialidade de Marx me fascinava. Um companheiro me disse uma vez: "Marx estudou economia, história e filosofia e, um dia, sentou na mesa e escreveu um programa racional para reorganizar a humanidade". Era a invencível beleza da Razão, o poder das ideias 'justas', que me estimulava a largar qualquer profissão 'burguesa'. Meu avô dizia: "Cuidado, Arnaldinho, os comunistas se acham médiuns, aquilo parece tenda espírita...". Eu não liguei e fui para os 'aparelhos', as reuniões de 'base' e, para meu desespero, me decepcionei.

Essa passagem é de fundamental relevância, pois mostra como essas pessoas buscam monopolizar as virtudes, de forma maniqueísta, o que os livra de ter que debater meios:

É um ridículo silogismo: "Eu sou a favor do bem, logo não posso errar e, logo, não preciso estudar nem pesquisar".

Jabor conclui:

Quando comecei a criticar o PT e o Lula, 'petralhas' me acusaram de ser de direita, udenista contra operários. Não era nada disso; era o pavor, o medo de que a velha incompetência administrativa e política do 'janguismo' se repetisse no Brasil, que tinha sido saneado pelo governo de FHC. Não deu outra. O retrocesso foi terrível porque estava tudo pronto para a modernização do País; mas o avião foi detido na hora da decolagem. Hoje, vemos mais uma 'revolução' fracassada; não uma revolução com armas ou com o povo, mas uma revolução feita de malas pretas, de dinheiro subtraído de estatais, da desmoralização das instituições republicanas. Hoje, vemos o final dessa epopeia burra, vemos que a estratégia de Dirceu e seus comparsas era a tomada do poder pelo apodrecimento das instituições burguesas, uma espécie de 'gramscianismo pela corrupção' ou talvez um 'stalinismo de resultados'.

O perigo é que os intelectuais catequizados ainda pensam: "O PT desmoralizado ainda é um mal menor que o inimigo principal - os tucanos neoliberais".

Como escreveu minha filha Juliana Jabor, mestra em antropologia, "ajudado por intelectuais fiéis, Lula poderá se apropriar da situação com seu carisma inabalável, para ocupar a 'função paterna' que está vaga desde o fim do seu governo. Pode ser eleito de novo e a multidão se transformará, aí sim, em 'massa'. O 'movimento' perderá o seu caráter de produção de subjetividades e se transformará numa massa guiada por um líder populista".

Eis o grande risco dessas manifestações nas ruas: prepararem o terreno para o retorno do "messias" salvador da Pátria, do líder das massas. Há boatos fortes de que sua saúde não permitiria. Tampouco se sabe o quanto a impopularidade de Dilma pegaria nele. Mas há o risco. E todo cuidado é pouco...

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Mensaje de alerta.




Placetas, 18 de Julio del 2013. Por Jorge Luis García Pérez Antúnez, Frente Nacional de Resistencia Cívica y Desobediencia Civil Orlando Zapata Tamayo.FNRC-OZT.

Atención, atención:

Nunca como ahora ha estado tan cerca la libertad de cuba, pero nunca como en este momento se vislumbra el peligro que pueda ser tronchada y mediatizada por gestiones de oportunistas, faltos de fe y de incluso alguno que otro traidor que se han sumado a ese evidente y vergonzoso pacto con el castrismo…Si no paramos a tiempo este sucio y antipatriótico complot los resultados serán el gran cambio fraude donde la continuidad del castrismo estaría garantizada cuando descendientes de los jerarcas del régimen, así como ciertos oportunistas de acá y aculla quienes pretenden repartirse la nación cual botín de corsarios y piratas.No permitamos que eliminen la resistencia cubana. La memoria de nuestros caídos y el sacrificio de nuestros compatriotas merecen respeto y no pueden sentarse en una mesa de negociaciones. Hablo en nombre de los que nos oponemos a una reconciliación sin primero justicia.Como dice uno de los más importantes lemas de la resistencia cubana: Yo si quiero el cambio verdadero.


Cuba